O feijão-fava é uma fonte de fibras e proteínas, contendo manganês, ferro, ácido fólico e vitaminas A, B e C que auxilia a prevenir diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares, pode ser utilizada em receitas in natura, bem como, em produtos industrializados, como uma fonte de proteínas. No Brasil, o feijão-fava ainda não é muito cultivado, sendo que a sua área de plantio se dá especialmente nas Regiões Nordeste e Sul, bem como, no Estado de Minas Gerais.

Essa leguminosa vem assumindo um papel importante na transição para proteínas vegetais, principalmente na Europa. A Meelunie, empresa global de ingredientes plant-based, acredita que essa leguminosa auxiliará a atender uma demanda crescente por proteínas vegetais, enquanto trata dos desafios climáticos e do desmatamento. A fava passa a ser uma alternativa não tropical da soja, considerada um freio de mão na transição para proteínas vegetais por vários anos. Segundo a WWF, a soja é o segundo contribuinte do desmatamento, ficando atrás da pecuária.

Um estudo pioneiro, conduzido pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, mostrou que os feijões-fava têm maior potencial de proteína do que o amaranto, o trigo-sarraceno, a quinoa e as lentilhas. Os pesquisadores utilizaram um método inovador chamado “fracionamento úmido”, usado para concentrar as proteínas desta leguminosa e retirar os seus componentes antinutricionais. Dessa forma, é possível extrair todos os benefícios nutricionais desta leguminosa, além de eliminar o sabor amargo do feijão-fava, o que o torna perfeito para uso na nutrição humana – desde alternativas à carne até nutrição esportiva e produtos sem glúten.

Fonte: Vegan Business

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