Guia do café: História, consumo, funcionalidade e marcas de café orgânico e biodinâmico!

Quem não ama uma xícara de café, seja para iniciar o dia e/ou aquela pausa no meio da tarde? O café é uma das paixões nacionais e hoje, 14 de abril, Dia Mundial do Café, trazemos um pouco sobre este grão que já foi considerado “ouro negro” e que tem papéis cultural, econômico, nutricional e social fundamentais.

Por dentro da história do café

O café foi descoberto há mais de mil anos atrás, porém sua origem certa é incerta, acreditando-se que os grãos do tipo Arábica tenham se originado principalmente na Etiópia e o Robusta, na África Ocidental.

Muito antes do seu processo de torrefação, moagem e os métodos tradicionais de extração, no século XV, era consumido um chá obtido a partir da fervura dos frutos que foi chamado de quishr, reconhecido pelo seu efeito energizante. Somente no século XVI que os árabes passaram a torrar e a moer os grãos de café em um processo semelhante ao atual, sendo também estes os que passaram a comercializar o café.

No século XVII, um holandês iniciou a plantação de mudas contrabandeadas do Iêmen em Amsterdã e ao final deste mesmo século, o café passou a ser semeado nas colônias holandesas. Junto com os franceses e portugueses, os holandeses e suas colônias transportaram o café para a América.

A primeira muda de café chegou ao Brasil em 1727, trazida por Francisco de Melo Palhete, bandeirante, a serviço da Coroa Portuguesa na Guiana Francesa, o qual recebeu a planta de forma clandestina, da esposa do governador francês.

Hoje a produção de café se espalhou pelo mundo, sendo que o Brasil é um dos principais produtores, principalmente do Árabica, tendo sido fundamental, desde o início, para a economia brasileira.

Cultivo e colheita

Você sabia que, no geral, são necessários cerca de 5 a 6 kg dos frutos do café para produzir 1 kg de grão de café?

O cultivo do café é melhor em clima com chuvas bem distribuídas o ano todo e a temperatura, para o Arábica, é melhor entre 15 a 25°C, enquanto que para o Robusta, 20 a 30°C. Sua colheita pode ser feita de forma manual ou através de maquinário.
O café Arábica é o que apresenta a maior variabilidade de sabor e complexidade dos grãos, menor percentual de cafeína, maior percentual de óleos e de açúcares, quando comparado ao café Robusta. E por isso, aqueles cafés que são do tipo 100% Arábica, possuem aroma e doçura intensos com muitas variações de acidez, corpo e sabor, sendo normalmente caracterizados como gourmet. O Brasil é um dos maiores produtores de café arábica do mundo.

Consumo no Brasil e no mundo

ReviewCafe e WordlAtlas

Propriedades funcionais

O café se tornou parte importante das tradições culturais e vida social, além, claro, dos seus potenciais efeito à saúde. Com altas concentrações de ácidos clorogênicos, trigonelina, diterpenos e cafeína, o café pode ser benéfico, se em quantidades adequadas, à saúde. O consumo de cerca de 2 a 4 xícaras de café ao dia parece ter correlação com a proteção contra o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, doença hepática gordurosa não alcoólica e o aparecimento de alguns tipos de câncer, como o hepático. Ainda, parece haver uma relação inversa entre o consumo de café e o risco para doença cardiovascular.

Marcas que valem a pena prescrever:

Conheça algumas marcas brasileiras que produzem cafés orgânicos e/ou biodinâmicos para você enriquecer ainda mais a prescrição desta bebida. O café orgânico é totalmente isento de agrotóxicos e o biodinâmico, é cultivado isento de agrotóxicos e a partir de prática agrícola que respeita a integração entre solo, plantas, animais, o homem e o cosmo, respeitando o ciclo do alimento em todas as fases. Confira:

1. Café biodinâmico e orgânico da Cia. Orgânica

Single Coffee da Mogiana Paulista. É um café de cultivo biodinâmico e orgânico. Tem certificação Demeter International, selos orgânico e IBD. Café suave com torra média, sabor adocicado e aroma floral, corpo médio, baixa acidez e finalização elegante e delicada.

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2. Café biodinâmico e orgânico da Camocim

Café 100% arábica, orgânico e biodinâmico, produzido na região da Pedra Azul (ES). Com sabor e aroma suave e doce, com notas de frutas a cítricas maduras e acidez também madura e corpo mediano. Tem certificação Demeter International e certificação da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), que audita e aprova as práticas ambientais e sociais.

Conheça mais no site.

3. Café orgânico da Native

Café 100% arábica e orgânico e com torra média clara, evidenciando as características de acidez e doçura da bebida. Tem certificação orgânica e pode ser encontrado na forma de grãos, moído, instantâneo e em cápsulas.

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4. Café orgânico da Orfeu

Café 100% arábica, de fazendas do Sul de Minas e Mogiana Paulista, sendo equilibrado, de torra média com notas de chocolate e caramelo, além de aroma marcante, acidez média e alta doçura. É certificado pela Ecocert.

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REFERÊNCIAS

MOLDVAER, A. O livro do café. São Paulo: Publifolha, 2015.

POOLE, R. et al. Coffee consumption and health: umbrella review of meta-analyses of multiple health outcomes. BMJ (Clinical research ed.), v. 359, p. j5024, 2017.

CORNELIS, M.C. The Impact of Caffeine and Coffee on Human Health. Nutrients, v. 11, n. 2, p.416, 2019.

BUTT, M.S.; SULTAN, M.T. Coffee and its consumption: benefits and risks. Crit Rev Food Sci Nutr., v. 51, n. 4, p. 363-73, 2011.

HONG, C. T. et al. The Effect of Caffeine on the Risk and Progression of Parkinson’s Disease: A Meta-Analysis. Nutrients, v. 12, n. 6, p. 1-12 2020.

DANESCHVAR, H. L. et al. Impact of coffee consumption on physiological markers of cardiovascular risk: a systematic review. The American journal of medicine, v. 20, 2020.

XIE, C. et al. Coffee consumption and risk of hypertension: a systematic review and dose-response meta-analysis of cohort studies.Journal of human hypertension, v. 32, n. 2, 2018.

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