Pesquisa aponta as 10 tendências para o setor supermercadista em 2021

Dados do estudo do Super Varejo avaliam um cenário de incertezas diante da pandemia da Covid-19 para estabelecer tendências do setor para o ano.

A pandemia da Covid-19 promoveu, certamente, uma das maiores e mais rápidas transformações da história recete no mundo todo. Antes dela, o mundo se encontrava polarizado e a ambição era a principal característica. A partir da necessidade do isolamento social, porém, marcas, empresas, governos e sociedade, se viram forçados a unir forças para encontrar, em conjunto, soluções para a sua própria sobrevivência.

As perdas foram e ainda são grandes e a incerteza ainda é sentida, mas as ações do setor foram rápidas e contaram com a cooperação e solidariedade necessárias para dar um passo à frente. No ano em que trade e consumidores se surpreenderam por um cenário totalmente atípico, tendências foram aceleradas e vieram para ficar. O estudo da Super Varejo classificou-as em 10 principais tendências para o setor supermercadista em 2021, confira!

1ª tendência: e-commerce

Talvez você já tenha ouvido dizer que a pandemia fez com que avançássemos 5 anos em apenas 5 meses, pode parecer um pouco de exagero, mas quando se trata de e-commerce dos produtos de supermercado, não é. A evolução dessa frente foi significativa e o cenário indica que, para os supermercados, operar em pelo menos uma plataforma de e-commerce não é mais uma opção, mas sim, uma necessidade.

Um report da Kantar, com dados de março a agosto de 2020, apontou que 21% dos brasileiros afirmaram ter feito uma compra online de comida ou bebida pela primeira vez na vida. Diante da tendência de e-commerce, outras mudanças e comportamentos foram observados:

[Fonte: Super Varejo – 10 tendências do setor supermercadista para 2021]

2ª tendência: varejo sem contato

Enquanto não houver uma vacinação em massa da população, quanto menos contato as pessoas tiverem umas com as outras, melhor. Por isso, quanto menos precisarem se expor nos PDVs, maior será a sensação de segurança do cliente. Diante deste contexto, o varejo sem toque é uma vertente que se fortaleceu em 2020 e deve se consolidar em 2021. Para isso, existem algumas práticas que as lojas físicas podem adotar para se tornarem mais convidativas:

[Fonte: Super Varejo – 10 tendências do setor supermercadista para 2021]

3ª tendência: varejo centrado no cliente

Outro conceito que aparece com força no cenário atual é o varejo centrado no cliente, ou o customer centric, que indica que, daqui em diante, oferecer uma experiência positiva ao shopper é uma missão cada vez mais fácil de alcançar, graças à possibilidade de acessar e analisar dados. Israel Nacaxe, COO da Propz, aponta que a centralização da estratégia de um negócio no cliente, significa dar enfoque a ele desde a concepção da marca ou do produto, passando pelo desenho da loja e chegando à comunicação.

Quando o varejista acerta esses pontos, maiores serão as chances de fidelização dos clientes. Assim, o especialista discorre alguns pontos que ajudam a melhorar a jornada do cliente para essa centralização baseada nele:

[Fonte: Super Varejo – 10 tendências do setor supermercadista para 2021]

4ª tendência: saudabilidade

Ainda que a pandemia tenha gerado uma alta nas vendas de produtos como chocolates, vinhos e cervejas, 2020 também foi marcado pela quantidade de pessoas que adotaram um estilo de vida mais saudável. Além da prática de exercícios físicos, o comportamento envolve a escolha de alimentos balanceados e com baixos índices de gorduras e outros elementos reconhecidos como prejudiciais à saúde. Assim, os consumidores passaram a considerar a saudabilidade em suas compras e a focar mais nos cuidados pessoais:

[Fonte: Super Varejo – 10 tendências do setor supermercadista para 2021]

5ª tendência: sustentabilidade

Uma tendência que já desponta há alguns anos, mas que nunca antes fora tão falada quanto agora – e de forma tão séria – é a sustentabilidade, evocando a fragilidade do ser humano, do sistema capitalista e da economia. Durante esses debates, as empresas passaram a expressar opiniões de forma mais humanizada e consciente, na tentativa de conquistar um consumidor que, ao menos na fase mais crítica da pandemia, mostrou-se totalmente transformado. Diante desta tendência, Cristina Lopes, sócia-fundadora da Evolution e Renato Fregnani, arquiteto-diretor da Aquadrado, indicam alguns meios para que o varejo se prepare para atender aos novos padrões éticos dos consumidores:

[Fonte: Super Varejo – 10 tendências do setor supermercadista para 2021]

6ª tendência: omnicanalidade

Em levantamento do Think With Google, constatou-se que três a cada quatro consumidores consideram útil uma informação de varejo encontrada em buscas online e estão mais propensos a visitarem a loja física. Esta é somente uma das conclusões que comprovam que online e offline não são canais concorrentes entre si, mas sim, complementares.

Daí vem a origem de dois termos que se tornam cada vez mais comuns: figital (mesclando a realidade física com a digital) e omnichannel (integração de todos os canais de atendimento). São termos praticamente sinônimos e para Bruna Fallani, fundadora da Shopper 2B, “ser omnichannel não é mais uma tendência. Varejistas que ainda não se adaptaram, ou não têm estratégia para isso, estão atrasados e podem ficar para trás”. A estimativa da Aberdeen Group é de que 89% das empresas omnichannel retenham seus consumidores, enquanto apenas 33% das empresas que não utilizam multicanais conseguem a retenção.

7ª tendência: higiene e segurança

A segurança ganhou novas nuances na preocuperação do consumidor durante a pandemia e, certamente, se mantém para além de 2020. Os novos hábitos de higiene são recorrentes no ranking de principais preocupações dos consumidores e um dos fatores mais importantes na retomada das interações físicas:

[Fonte: Super Varejo – 10 tendências do setor supermercadista para 2021]

8ª tendência: dados e transparência

Ao avaliar as estratégias utilizadas por supermercados mais inspiradores, observa-se que muitas das ações são baseadas em análises cuidadosas de dados. Assim, entende-se o comportamento do consumidor como uma forma de mapear as melhores oportunidades. No final de 2020, quando começou a vigorar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), aconteceram diversas mudanças relacionadas à coleta, armazenamento e tratamento dos dados. Isto é, o varejo precisou adequar-se a critérios que asseguram a privacidade das informações, respeitando os direitos individuais.

Diante deste contexto, ser franco e transparente com o consumidor sempre foi uma obrigação. Em tempos de crise, como o atual, essa premissa ganha ainda mais força e existem duas formas simples e úteis para solucionar problemas comuns no dia a dia dos supermercados:

[Fonte: Super Varejo – 10 tendências do setor supermercadista para 2021]

9ª tendência: marcas próprias

Se antes da pandemia as marcas próprias dos supermercados eram relacionados a produtos de qualidade mais baixa, nos últimos anos esse cenário se moficia e, devido às movimentações do trade e do comportamento do consumidor, a tendência deste segmento é a ascensão. No primeiro semestre de 2020, conforme pesquisa da Kantar e da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO) as marcas próprias atraíram 2,2 milhões de novos compradores em todo o Brasil. O crescimento refletiu-se em diversas redes, tanto em vendas quanto em lançamentos.

10ª tendência: parcerias

Vale dizer que o setor de supermercados está cada vez mais competitivo ponto muitas vezes os concorrentes se tornam parceiros e isso é positivo para as partes envolvidas. Conforme Bruna Fallani, “Estamos na era da collab ou co-brand e isso tem demonstrado bons resultados para o negócio, mas, principalmente, um melhor atendimento e oferta aos clientes”.

O que as tendências significam para o setor supermercadista?

Em conclusão, as tendências apontam para um setor mais humanizado, consciente, tecnológico e solidário, tanto no trato com as pessoas quanto com o meio ambiente. Além disso, as tendências que emergem na preferência do consumidor de agora em diante, demandam senso de comunidade e a construção de propósitos mais reais. Vale acompanhar as mudanças e buscar unir-se com outras empresas, especialmente na tentativa de reinventar as próprias ações e criar um vínculo real com quem dá vida ao segmento, isto é, os clientes.

Fonte: Super Varejo

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