Coenzima Q10: guia prático sobre seus benefícios!

A coenzima Q10, também conhecida como ubiquinona, é uma substância lipossolúvel naturalmente produzida no organismo, sendo encontrada também em alguns alimentos, como a sardinha, carnes, castanhas, brócolis, entre outros e ainda, sob a forma de suplementos.

É encontrada em grande concentração no coração, fígado, cérebro e rins, já que são órgãos com grande demanda de geração de energia e a coenzima Q10 é considerada essencial para a síntese de ATP, por atuar nas mitocôndrias. Além disso, ela exerce um potente efeito antioxidante e anti-inflamatório. Por isso, esse composto é essencial para a homeostase do organismo e, inclusive, para a promoção de uma longevidade mais saudável.

Coenzima Q10 e envelhecimento – Qual a relação?

Com o processo de envelhecimento, o corpo perde a capacidade de sintetizá-la de forma eficiente a coenzima Q10 e, assim, os sintomas de sua deficiência passam a surgir, como enxaqueca, fadiga, fibromialgia, miopatias, alterações neurológicas, problemas oculares e outros. Ainda, associa-se uma baixa concentração de coenzima Q10 a diversas doenças crônicas, como diabetes, doenças neurológicas, hipertensão, entre outras.

Suplementos de coenzima Q10:

De forma a suprir a redução de sua síntese, a sua suplementação é uma excelente alternativa para aumentar as concentrações desta substância no corpo. Os suplementos se diferenciam no tipo de cápsula, veículo, forma química e a origem da coenzima q 10 (se animal ou vegetal), que afetam diretamente a sua biodisponibilidade, devendo ser levada em consideração na hora da prescrição.

Suplementação de coenzima Q10: o que a ciência aponta de benefícios?

Segundo Akbari et al. (2020), suplementá-la promove redução de diversos marcadores relacionados ao estresse oxidativo, diretamente associado com a longevidade. Mantle e Hargreaves (2019) avaliaramem uma revisão que a reposição com a coenzima Q10 contribuiu para a redução da mortalidade em aproximadamente 50%, de pacientes com doença cardiovascular ou com idades avançadas, reduzindo o nível de fibrose cardíaca (endurecimento do tecido do coração) e também melhorando a função cardiovascular.

Em indivíduos com esclerose múltipla, a suplementação de coenzima Q10 contribuiu para melhorar a depressão e a fadiga (SANOOBAR et al., 2016). Zhang et al. (2017) observaram em seu estudo clínico randomizado, controlado e duplo-cego que o grupo suplementado com este composto teve redução da pressão arterial, aumento da capacidade antioxidante total sérica, redução de HOMA-IR, triglicerídeos e LDL-c e aumentou a ApoA-I, ou seja, melhorou parâmetros lipídicos e glicídicos.

REFERÊNCIAS

AKBARI, A. et al. Coenzyme Q10 supplementation and oxidative stress parameters: a systematic review and meta-analysis of clinical trials. Eur J Clin Pharmacol, 2020.

ABDULLAH, A. et al. Antioxidant Modulation of mTOR and Sirtuin Pathways in Age-Related Neurodegenerative Diseases. Mol Neurobiolol., 2020.

ZHANG, P. et al. Treatment of Coenzyme Q10 for 24 Weeks Improves Lipid and Glycemic Profile in Dyslipidemic Individuals. J Clin Lipidol, v.12, n.2, p.417-427, 2017.

HERNÁNDEZ-CAMACHO, J.D. et al. Coenzyme Q10 Supplementation in Aging and Disease. Front. Physiol, V.9, 2018.
MANTLE, S.; HARGREAVES, I. Coenzyme Q10 and Degenerative Disorders Affecting Longevity: An Overview. Antioxidants, v. 8, n. 44, 2019.
SANOOBAR, M. et al. Coenzyme Q10 as a treatment for fatigue and depression in multiple sclerosis patients: A double blind randomized clinical trial. Nutr Neurosci., v.19, n.3, p.138-143, 2016.

Fonte: E4 Nutrition

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