Iniciativa é da startup Amazonika Mundi, foodtech que aposta na biotecnologia para oferecer alternativas mais sustentáveis ao mercado da alimentação.

A alternativa à carne animal une sabor, tecnologia, sustentabilidade e saúde ao utilizar uma carne de caju, produzida a partir das fibras do fruto. O objetivo da empresa é trazer para o dia a dia do consumidor de carnes animais, alternativas quase idênticas em sabor e textura, que impactarão de forma positiva a saúde das pessoas, a preservação do planeta e o bem-estar animal.

A carne de fibra de caju como alternativa à carne animal, é algo inédito no mercado de carnes vegetais. Além de seus benefícios nutricionais, atribui uma textura muito próxima à carne animal, o que surpreende. Geralmente, a fibra é um coproduto da fabricação do suco de caju e acaba sendo descartada pela indústria – cerca de 75% da matéria-prima, aproximadamente 900 mil toneladas, eram desperdiçadas ao ano.

O uso deste insumo se tornou possível através de uma importante parceria entre a empresa e a Embrapa. Assim, além do sabor e saúde, a questão da sustentabilidade também entra em cena, aumentando a cadeia de valor da cajucultura, uma das mais importantes do nordeste brasileiro.

Carne de caju e outros ingredientes da região amazônica

A Amazonika Mundi traz inovação e sustentabilidade aos seus diferenciais, não apenas através da carne de caju, mas a startup utiliza, também, ingredientes típicos da região amazônica, valorizando genuinamente os insumos brasileiros e contribuindo para criar cadeias de valor aos produtos da floresta. Vale lembrar que, quando utilizados com base em uma cadeia sustentável, os recursos naturais amazônicos podem impactar positivamente e transformar a economia brasileira e a preservação do bioma nacional.

A empresa busca um trabalho tanto consciente quanto inovador com as espécies de plantas amazônicas e utiliza na composição de seus produtos, insumos como: extrato de açaí, óleo de patauá, óleo de sacha inchi, tucupi preto, pimenta assîsî e urucum. Além do feijão-manteiguinha, típico da região de Santarém e farinha d’água, de Bragança, ingredientes da culinária brasileira que encantam chefs desde que a culinária do norte do país se popularizou pelo mundo. As matérias-primas em questão são produzidas com base na sustentabilidade e preocupação com a conservação e preservação da floresta amazônica.

Sustentabilidade ambiental e social

Preocupada em criar uma cadeia de valor e incentivar a economia consciente de pequenos produtores e comunidades da região, a startup firmou parcerias com a Origens Brasil, uma organização que promove negócios sustentáveis na Amazônia, em áreas prioritárias de conservação, com garantia de origem. Através dessa parceria, consegue conhecer cada núcleo produtor dos ingredientes e saber exatamente o impacto positivo gerado na preservação, vida, cultura e economia desta região.

Na produção do óleo de sacha inchi, por exemplo, 500 famílias são diretamente impactadas em uma área conservada e com certificado orgânico de 750 hectares. Além disso, parte do valor da venda dos produtos da empresa é destinada a comunidades indígenas que produzem os insumos.

Fonte: Vegan Business

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