A pele é um dos primeiros órgãos a sinalizar o envelhecimento, e por isso, o cuidado cutâneo é uma das grandes preocupações, principalmente das mulheres, no consultório do nutricionista estético. Nesse sentido, a nutrição pode ser uma grande aliada, auxiliando no controle dos danos causados por diversos fatores como estilo de vida, exposição ao sol, padrão alimentar, presença ou não de doenças crônicas (como diabetes), tabagismo, entre outros, à estrutura cutânea.

Quando pensamos na manutenção cutânea, a literatura científica aponta diversos nutrientes e compostos que atuam desde as propriedades funcionais da pele até no fornecimento dos componentes da matriz extracelular, com alguns revelando maior destaque recentemente, como o ácido hialurônico.

Ácido hialurônico – estrutura e função

Atualmente, um dos compostos com grande foco terapêutico e estético, seja para uso tópico ou para a suplementação via oral, é o ácido hialurônico, também conhecido como hialuronano ou hialuronato. Ele é um glicosaminoglicano não proteico, não sulfatado que está presente naturalmente no organismo, sendo produzido a partir da ação da enzima hialuronano sintase e apresenta alta biocompatibilidade, biodegradabilidade, mucoadesividade, higroscopicidade e viscoelasticidade.

É um importante componente da matriz extracelular e está envolvido em muitos processos-chave, como a sinalização, diferenciação e proliferação celular, manutenção da lubrificação e hidratação, atua no metabolismo dos fibroblastos, reparo tecidual (inclusive, feridas), além de ter potencial efeito anti-inflamatório e por isso, tem ganhado destaque na nutrição estética.

No processo de envelhecimento, há uma redução intrínseca da concentração do ácido hialurônico cutâneo, que pode ser agravada com o excesso de estresse oxidativo, levando a uma desestruturação da matriz extracelular, com perda da hidratação, além de menor capacidade de regeneração cutânea e outros efeitos exercidos por esse composto. Assim, a sua suplementação é apontada como aliada para a sua reposição.

Evidência científica dos benefícios cutâneos da suplementação com ácido hialurônico

Oe et al. (2017) conduziram um estudo controlado, randomizado e duplo-cego com 60 indivíduos de idade entre 22 a 59 anos e com a presença de rugas, “pés de galinha”, em que avaliaram os efeitos da suplementação de 120mg/dia de ácido hialurônico (HA), com 2 pesos moleculares (2 k ou 300 k) ou placebo, por 12 semanas. No período do estudo, os grupos de intervenção, com os dois pesos moleculares, apresentaram melhor nível de volume dos sulcos e de rugas do que o grupo placebo, além de menor área com rugas. Após 8 semanas de ingestão, o grupo de HA de 300 k apresentou rugas significativamente diminuídas em comparação com o grupo placebo. O brilho e a elasticidade da pele melhoraram significativamente após 12 semanas, em todos os grupos, quando comparados ao início do estudo.

Referências

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