Doença periodontal: existe relação com a alimentação?

O que é a doença periodontal?

A inflamação no periodonto (que inclui a gengiva, o ligamento periodontal, o cemento radicular e o osso alveolar, sendo responsável pela sustentação e proteção de impactos) caracteriza a doença periodontal, associada à presença de micro-organismos indesejáveis. O quadro relaciona-se com a alteração da microbiota bucal, podendo ter como consequência a degradação de tecidos que atuam na proteção e na sustentação dos dentes.

A progressão da doença é um importante fator de risco para a perda dentária, com maior frequência na população adulta e em idosos. Assim, a incidência da doença periodontal tende a aumentar, cada vez mais, se não tomados os devidos cuidados, incluindo a boa higienização dentário e a regulação da alimentação.

Fatores de risco para doença periodontal

Maus hábitos de higiene podem contribuir para o surgimento e o agravo da doença, porém fatores como genética, tabagismo, alcoolismo e estresse oxidativo estão relacionados ao prognóstico, bem como sua evolução. Isso acontece porque a doença periodontal está diretamente associada ao sistema imunológico do indivíduo (ESTEVES et al., 2020). Estudos recentes também comprovam que a nutrição tem importante papel na prevenção e no controle da doença.

Dieta e saúde bucal

Uma dieta composta principalmente de alimentos industrializados, ricos em como carboidratos refinados, açúcares, farinha branca e gorduras trans, e uma baixa densidade de micronutrientes, é capaz de promover a inflamação gengival e periodontal.

A alimentação deve ser composta sobretudo por frutas, legumes e verduras, rica em carboidratos complexos de baixo índice glicêmico, ácidos graxos ômega-3, micronutrientes, fitoquímicos, nitratos e fibras, proporcionando a amenização da inflamação periodontal (WOELBER; TENNERT, 2020).

Prescrição de probióticos 

A suplementação com probióticos tem sido associada como terapia coadjuvante ao tratamento da doença periodontal. Esses microrganismos produzem compostos como o ácido láctico e peróxido de hidrogênio e bacteriocinas, que auxiliam na redução dos biofilmes bacterianos patogênicos, levando a uma diminuição dos fatores pró-inflamatórios na cavidade oral. Alguns estudos exploram os benefícios, especificamente, com a suplementação de L. reuteri.

REFERÊNCIAS

ESTEVES, L. L. et al. Alimentos funcionais na prevenção da doença periodontal. Research, Society and Development, v. 9. n.8. e486985773. 2020. Disponível em: < http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i8.5773 > Acesso em: 02 out. 2020.

WOELBER, J. P.; TENNERT, C. The Impact of Nutrition and Diet on Oral Health. Monogr Oral Sci. Basel, Karger, v. 28, p. 125-133. 2020. Disponível em: < https://doi.org/10.1159/000455380  > Acesso em: 02 out. 2020.

HORINA, A. et al. Dietary intake in patients with peripheral arterial disease and concomitant periodontal disease. British Journal of Nutrition. v. 122. n.1. p. 78-85. 2020. Disponível em: < https://doi.org/10.1017/S0007114519000850 > Acesso em: 02 out. 2020.

KYUEUN, L.; JIHYE, K. Dairy Food Consumption is Inversely Associated with the Prevalence of Periodontal Disease in Korean Adults. Nutrients. v. 11. n.5. 2019. Disponível em: < https://doi.org/10.3390/nu11051035 > Acesso em: 02 out. 2020.

MISHRA, S.; RATH, S.; MOHANTY, N. Probiotics-A complete oral healthcare package. J Integr Med, v. 20, p. S2095-4964, 2020. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32907783/> Acesso em: 13 out. 2020.

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