A pandemia trouxe novos hábitos de consumo e faz com que os consumidores prefiram pagar mais por alimentos que promovam saúde e sejam adequados à nutrição.

 

Uma pesquisa realizada pela EIT Food, na Europa, com 5 mil consumidores, revelou evidências sobre os impactos de longo prazo da pandemia da Covid-19 sobre o comportamento do consumidor. O estudou revelou que, ainda que a acessibilidade dos alimentos seja uma prioridade para muitos, 32% dos entrevistados disseram que o acesso aos alimentos e a preços baixos será mais importante, mas isso não deve vir às custas da alimentação saudável e da boa nutrição. Ao contrário, quase metade dos consumidores (49%), afirmou que estar com a saúde em dia será cada vez mais importante para eles após a pandemia.

A pesquisa foi realizada por um conjunto de universidades líderes na Europa, liderado pela Universidade Aarhus, na Dinamarca. Os dez países avaliados foram Espanha, Suécia, Alemanha, Reino Unido, Polônia, Itália, França, Grécia, Finlândia e Romênia. O estudo descobriu, ainda, que as medidas de restrição dos países tem promovido uma mudança duradoura no comportamento de consumo de alimentos, que foram sinalizados em mudanças importantes nos padrões de compra, preparação de refeições e hábitos alimentares.

A importância crescente dos alimentos na vida e saúde da população, conforme a pesquisa, continuará se prolongando mesmo depois que as medidas de segurança da pandemia forem suspensas. Isso proque quase um terço dos consumidores entrevistados disse que será mais importante ter tempo para preparar refeições caseiras (27%) e continuar se alimentando de forma balanceada (30%) após a pandemia.

Mudanças de hábitos de consumo também é realidade no Brasil

Indo ao encontro do estudo realizado na Europa, a consultoria Galunion, em parceria com a Qualibest, realizou uma pesquisa sobre a alimentação na pandemia e como a Covid-19 impactou o comportamento do consumidor em relação aos alimentos. O estudo foi aplicado via questionário on-line para consumidores de todo o Brasil e contou com a participação de 1.108 entrevistados.

93% dessa amostra, disse que um hábito formado durante a pandemia e que será levado para depois dela, é o preparo das refeições e a alimentação em casa. Quando perguntados sobre como será a alimentação no trabalho presencial, quando retornarem, 78% informa que levará comida preparada em casa. Além disso, 75% das pessoas da geração X (de 35 a 49 anos) informaram que buscam comidas saborosas, frescas e que ajudem na imunidade e na saúde em geral, enquanto 74% dos consumidores afirmou que passará a priorizar alimentos funcionais e saudáveis.

Fonte: Food Navigator/ Galunion e Qualibest

 

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