Conteúdo deve servir de referência para nutricionistas que atuam, sobretudo, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde lançou o atlas Situação alimentar e nutricional do Brasil: excesso de peso e obesidade da população adulta na Atenção Primária à Saúde, material que deverá servir de referência aos profissionais de saúde atuantes no atendimento precoce de portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no SUS.

O material traz informações relacionadas ao contexto nacional com relação a essas doenças, bem como dados sobre vigilância alimentar e nutricional, marcadores de consumo alimentar de adultos, estado nutricional por regiões do país, variação temporal da prevalência de excesso de peso e obesidade entre adultos no Brasil e o número de adultos acompanhados na atenção primária.

A nutricionista e vice-presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), Nancy Aguiar, fala sobre a importância dessa publicação para orientar profissionais de saúde. “O atlas fornece dados da situação alimentar e nutricional, estratificando por sexo, regiões e ainda a variação temporal do excesso de obesidade entre adultos no Brasil. É uma excelente publicação, com informações que podem subsidiar gestores e profissionais de saúde, principalmente nutricionistas, na organização do cuidado e da atenção nutricional no âmbito do SUS”.

A PNS como parâmetro da segurança alimentar e nutricional

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com o Ministério da Saúde. A edição de 2019 trouxe as condições de saúde a população, bem como fatores de risco causadores de DCNT e o desempenho do sistema nacional de saúde.

O resultado, que foi divulgado em outubro deste ano, aponta o aumento do índice de obesidade em adultos, cujo 60,3% da população, equivalente a cerca de 96 milhões de brasileiros, apresentam IMC maior que 25kg/m², classificando-as com excesso de peso.

Pela primeira vez, a pesquisa avaliou a Atenção Primária à Saúde, com questões aplicadas a brasileiros com 18 anos ou mais de idade, que realizaram, pelo menos dois atendimentos com o mesmo médico em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Unidades de Saúde da Família (USF).

Conforme os padrões internacionais, notas iguais ou maiores de 6,6 significa qualidade excelente de atenção primária e a PNS identificou nota 5,9. A avaliação é importante para comparar com parâmetros internacionais e orientar políticas de atenção primária e de consolidação da avaliação dos serviços prestados pelo SUS.

Fonte: CFN

 

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