Pesquisa aponta que Brasil é um dos países que apresenta uma das taxas mais altas de interessados e dispostos ao consumo de alimentos plant-based.

A pesquisa foi realizada pela Ingredion, em conjunto com a consultoria Opinaia e trouxe o Brasil como uma das taxas mais altas entre os países pesquisados (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru), em relação ao interesse e disposição da população ao consumo de alimentos plant-based. A pesquisa demonstrou, ainda, um maior interesse sobre qualidade de vida e sustentabilidade.

Conforme Marcelo Palma, gerente da plataforma Plant-based Protein, América do Sul, “Há um consenso geral sobre a importância da alimentação na qualidade de vida. Hoje, comer bem significa ser saudável. Por isso, no consumo de alimentos e bebidas, busca-se saudabilidade, indulgência e acessibilidade econômica, ao mesmo tempo em que há grande interesse em saber a origem dos ingredientes consumidos diariamente”.

A tendências da alimentação de origem não-animal

Ao longo do tempo houve um significativo aumento da procura e aceitação por padrões de vida veganos, vegetarianos, flexitarianos ou pescetariano. As razões para essa decisão variam entre, considerar esses padrões mais saudáveis (80%), prevenção de doenças (44%) e busca por novas opções alimentares (39%). O estudo observa, também, outros dados importantes, como a alta predisposição dos brasileiros para o consumo de alimentos plant-based, contabilizando 90% de interessados, em segundo lugar nesse interesse ficou o Peru, com 89% e a Argentina, com 78%.

Em um comparativo sobre os motivos pelos quais há o interesse pelo consumo de alimentos plant-based contra os motivos pela falta de interesse, algumas justificativas se destacam:

A alimentação em épocas e COVID-19

No cenário presente, considerando a pandemia mundial causada pela COVID-19, houve um aumento importante das buscas pela melhora da saúde. Com isso, os cuidados com a alimentação e o estilo de vida mais saudável e equilibrado, também aumentaram. Em relação ao Brasil, apenas 1% dos entrevistados disseram não ter interesse em atitudes que melhorem sua saúde, cuidados pessoais e alimentação.

O mesmo estudo mostrou, ainda, que 81% dos brasileiros se consideram satisfeitos com sua saúde e com sua alimentação. Além disso, foi unânime entre os entrevistados a relação entre uma boa alimentação e a garantia de um estado de saúde melhorado.

Hábitos alimentares e sustentabilidade

Além de qualidade e saudabilidade, outro fator foi considerado pelos consumidores brasileiros na hora da compra de alimentos e/ou bebidas: a confiança. O consumidor acha importante saber a procedência dos alimentos e ingredientes usados.

“A crise global provocada pela Covid-19 não só colocou a questão da saúde no radar da população, mas também tem provocado uma reflexão sobre sustentabilidade e impactos ao meio ambiente. Nesse sentido, a opinião pública brasileira não é diferente. Hoje os cidadãos-consumidores exigem qualidade e confiabilidade das suas marcas, além de saudabilidade e respeito ao meio ambiente” -Marcelo Palma, Gerente da Plataforma de Plant-Based Protein, América do Sul.

Ao analisar os países estudados, o Brasil e Peru conta com mais de 70% de consumidores que exigem que as marcas possuam uma atenção maior à sustentabilidade, enquanto na Argentina, apenas 67% dos consumidores acham importante essa atenção. Em relação a procedência dos alimentos, a Argentina atingiu 58% de consumidores que acham importante, 87% no Peru, 74% no Chile e 73% no Brasil.

No Brasil, o sabor e a capacidade de reconhecer os ingredientes no rótulo dos produtos para alimentos em geral atinge 43% e 29%, respectivamente, enquanto para os alimentos plant-based, a porcentagem cai para 40% e 25%.

Fonte: New Trade

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