A alimentação com produtos de origem vegetal cresce cada vez mais e a prova disso é o mercado global de queijos veganos, que estima fechar 2020 com US$ 2,5 bilhões.

O estudo realizado pela Transparency Market Research, prevê o crescimento cada vez maior do mercado mundial de queijos veganos, o que se torna mais um sinal de que tanto consumidores quanto produtores, se afastam dos laticínios tradicionais à base de produtos de origem animal.

A pesquisa aponta, ainda, uma alta da concorrência no mercado de queijos vegetais e, em resposta a isso, o número crescente de produtores convencionais, que expandem sua capacidade de atender ao aumento da demanda. Além disso, o estudo estima um aumento de US$ 7 bilhões até o final de 2030 para esse mercado.

O relatório do estudo apresenta que: “Mudanças climáticas, preocupações crescentes relacionadas à crueldade contra os animais e saúde são alguns dos principais fatores que estão impulsionando o movimento vegano em todo o mundo. No momento, o veganismo está no auge e a tendência provavelmente continuará no futuro próximo”.

Estados Unidos e Reino Unido, no momento, são as regiões que detém a maior parte do mercado de queijos veganos, ao passo em que América Latina e Ásia ficam com a menor fatia deste mercado. Contudo, a Transparency Market Research acredita que a popularidade dos queijos veganos na região do Pacífico Asiático é crescente.

No Brasil, marcas especializadas, como Basi.co e Nomoo, crescem de forma exponencial e mais players surgem para disputar uma fatia desse mercado. Recentemente, a Violife, marca de queijos veganos premiada mundialmente, lançou no Brasil sete tipos de queijos 100% vegetais. A empresa é grega e conta com forte atuação no mercado norte-americano, europeu e outros nichos globais e objetiva, agora, atender a uma demanda em crescimento no Brasil.

O consumo de queijo vegano está em alta

Nutricionalmente, o consumo de laticínios pode acarretar alguns prejuízos à saúde devido, por exemplo, ao alto teor de gordura saturada, que pode aumentar a probabilidade do desenvolvimento de diabetes, doenças cardíacas e Alzheimer. Estudos apontam, também, que o queijo é um dos alimentos de origem animal particularmente difícil de abandonar, dadas às suas qualidades aditivas.

Os consumidores se voltam, cada vez mais para marcas que trazem essa alternativa de origem vegetal, como uma escolha mais saudável e sustentável. De maneira geral, o crescimento do mercado de alimentos veganos gerou impacto no consumo e na produção de laticínios e, muitas das principais empresas desse mercado exploram as opções veganas e lançam linhas próprias de leites e queijos vegetais. Em 2017, a Elmhurst, por exemplo, trocou o leite de vaca por leites vegetais.

Conforme o estudo, “Enquanto a tendência vegana continua a se espalhar como fogo em diferentes regiões do mundo, o mercado de queijo vegano deve crescer a um ritmo impressionante”. E, “Vários fatores devem impulsionar o crescimento do mercado de queijo vegano, incluindo a crescente conscientização do consumidor quanto à intolerância à lactose e a crescente adoção de produtos de queijo não lácteo em alimentos assados ​​e lanches”, acrescenta o relatório.

Fonte: Vegan Business

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