Grandes marcas do mercado da alimentação exploram cada vez mais a tendência dos alimentos à base de plantas, dedicando departamentos inteiros a esse desenvolvimento.

Em pesquisa recente da FAIRR, constatou-se que duas entre cinco marcas de alimentos possuem departamentos inteiramente dedicados ao desenvolvimento de alimentos à base de plantas. Ficou evidente, também, que o interesse por proteínas veganas é crescente. Conforme a pesquisa, 40% das marcas de alimentos mais populares do mundo, contam com departamentos focados no desenvolvimento de alternativas plant based.

A FAIRR, que é uma rede de investimento internacional sediada em Londres, publicou suas conclusões no relatório Appetite for Disruption: a second serving. O documento aponta que duas em cada cinco grandes marcas de varejo contam com equipes dedicadas ao alimentos vegetais. Isso inclui empresas como Kroger e Tesco, além de fabricantes como Unilever e Nestlé.

Segundo a pesquisa, 47% dos varejistas vendem, de maneira ativa, ou planejam vender, alternativas à base de carnes vegetais entre os produtos do segmento. O fundador da FAIRR, Jeremy Coller, apontou que o estudo mostra que grandes empresas de alimentos disputam sua fatia no mercado plant based. “Eles estão aumentando e qualificando drasticamente sua capacidade de pesquisar e desenvolver alternativas vegetais para carne e laticínios. Metas tangíveis para uma transição de proteína estão sendo postas em prática”, disse.

Proteínas plant based e seu potencial sustentável

Conforme o relatório, as empresas diversificam as fontes de proteínas como uma forma de combater os efeitos das mudanças climáticas. No momento, o desafio das indústrias é gerar formas de alimentar a população global crescente, da maneira mais sustentável possível, o que pode ser o fator determinante para gerar esse interesse em proteínas à base de plantas.

As empresas passam a adotar, cada vez com mais frequência, termos como “vegano” e “plant based” e o estudo da FAIRR aponta que 72% das 25 marcas avaliadas na pesquisa, utilizaram esses termos em seus relatórios trimestrais para investidores e stakeholders. O número representa um aumento em relação ao ano anterior, que foi de 64%.

Conforme Coller, 2020 é um ano “divisor de águas para o mercado de proteína sustentável”. E comenta que o setor recebeu o dobro do investimento em relação ao ano anterior, em apenas um semestre. Em 2019, o mercado de proteínas vegetais disparou, a Beyond Meat abriu o capital com um IPO de sucesso. As carnes vegetais assumiram o controle, também, da indústria de fast-food.

Um exemplo disso foram os lançamentos do Burger King, uma das maiores redes de fast-food do mundo, com o Impossible Whopper, nos Estados Unidos, e o Rebel Whopper, na Europa. Há, ainda, o exemplo de marcas como Good Catch, que estreou com frutos do mar de origem vegetal e a The Very Good Butchers, que se tornou a segunda empresa à base de plantas a fazer IPO.

Esta, conforme Coller, é a prova de que as empresas de alimentos passam a utilizar sua infraestrutura e inovação para se beneficiar de uma mudança sísmica na forma como as pessoas compram e consomem alimentos. “Pela primeira vez desde a revolução verde de 60 anos atrás, que criou a pecuária industrial, a tecnologia de alimentos apresenta um caminho viável para atender à demanda global por proteínas de forma mais sustentável”, concluiu.

Fonte: Vegan Business

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