Cenário pandêmico trouxe resultados positivos para os pequenos negócios, incluindo o aumento de mais de 50% dos alimentos orgânicos.

A situação econômica mundial passando por graves recessões, certamente é uma sequela inegável que diversos países terão de enfrentar após a pandemia da Covid-19. Mas, diante desse cenário ainda é possível enxergar alguns pontos positivos que partem de boas ideias que deram certo e que passaram, durante esse período, a gerar visibilidade justamente para os negócios que mais sentiram na pele os impactos dessa recessão, as pequenas e médias empresas e produtores rurais.

Com menos pessoas saindo às ruas e buscando percorrer menores distâncias para fazer suas compras, os comércios de bairro ganharam destaque, assim como pequenos produtores caseiros e produtos artesanais.

Qualidade alimentar e solidariedade

Principalmente no que diz respeito à alimentação, os hábitos de consumo mudaram, as pessoas começaram a priorizar o preparo de refeições caseiras e a consumir mais alimentos que auxiliam no reforço da saúde e imunidade. Essas características favorecem muitos dos pequenas produtores, especialmente os que priorizam ingredientes orgânicos e processos de fabricação artesanal, reduzindo o nível de industrialização.

Além disso, o impacto social da pandemia parece ter estimulado um lado mais solidário e consciente nas pessoas, seja por estarem evitando supermercados lotados ou por terem um tempo a mais para se dedicar a uma alimentação mais saudável, o consumo em pequenos negócios locais, especialmente de produtos orgânicos, apresentou aumento durante a pandemia.

Conforme a Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), a venda de produtos orgânicos prontos para consumo, cresceu mais de 50% no varejo e, segundo o diretor da entidade, Clauber Cobi Cruz, “O primeiro semestre de 2020 entra para a história dos orgânicos como o período em que a sua capacidade produtiva e seus valores foram colocados à prova e passaram no teste”, destaca.

Uma nova realidade

Com essa nova realidade, os comércios locais e pequenos produtores tiveram que readequar sua logística e canais de distribuição, lançando mão de serviços de delivery e redes sociais para prestar serviços que, em outras épocas, era feito de forma exclusivamente presencial, como as feiras livres, por exemplo, que hoje disponibilizam produtos para entrega.

Além das campanhas dos próprios usuários e empreendedores nas redes sociais – que ganharam o endosso do Instagram, por exemplo, com o selo “apoie pequenas empresas” -, para auxiliar os pequenos e médios empreendedores nesse momento, o Sebrae lançou o programa “Compre do Pequeno”, onde dá diversas dicas e promove o fortalecimento dessas empresas.

Fonte: GreenMe / Organis

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