O interesse do consumidor brasileiro está mais voltado para o mercado de alimentos e produtos que auxiliam na saúde e aumento da imunidade.

Devido à pandemia da Covid-19, a preocupação já existente dos consumidores com a saúde, ganhou novas dimensões. Prova disso é uma pesquisa realizada pela Mintel do Brasil, que apontou que 36% dos entrevistados afirmaram ter consumido mais alimentos e bebidas com benefícios à imunidade ou ingredientes específicos, independente da classe socioeconômica.

Conforme Vanessa Rondine, analista de tendência sênior na agência de inteligência de mercado Mintel, durante palestra no fórum digital DR Tá na Mesa, “Agora, os consumidores querem um alimento que não só represente uma alimentação saudável, mas que dê garantias de que sua saúde não será colocada em risco. Ele quer ter a certeza de que aquele alimento não lhe causará prejuízos”.

Por outro lado, esse consumidor também busca formas de compensação em meio ao cenário de distanciamento social, o que leva à busca por alimentos e bebidas que proporcionam conforto emocional e bem-estar mental, ampliando oportunidades de mercado para produtos desse tipo. A pesquisa apontou que 18% dos entrevistados afirmaram ter consumido alimentos ou bebidas que os ajudou a lidar com a ansiedade.

De acordo com Caroline Borba, gerente de contas da agência de inteligência de mercado Nielsen, “Nossas análises mostraram que 37,5% das categorias de alimentos ganharam força e 18% passaram a crescer neste período. Aí existe uma oportunidade para os fabricantes, porque as pessoas estão consumindo mais em casa, elas estão adquirindo novos hábitos. É preciso estar atento a isso e oferecer produtos que atendam a essas demandas”.

Adaptar-se ao mercado digital é estratégia de sobrevivência

Diante desse contexto, as especialistas das suas empresas foram enfáticas ao alegar que a tecnologia e as ferramentas digitais é uma tendência cada vez mais forte e necessária para o presente e futuro. Além do peso do e-commerce de alimentos durante o período da pandemia, a digitalização dos negócios estará presente para todos os níveis de consumo. “Não só na questão de Delivery, mas na maneira de pagamento e de outras formas que garantam mais conveniência e segurança. Esses comportamentos não vão se perder a longo prazo, com o fim da pandemia”, apontou Vanessa.

Já Caroline apontou que “Muita gente usava o online para fazer pesquisa. Agora é para pesquisa e compra. A ferramenta da realidade aumentada para o consumidor entender melhor o produto que irá comprar pela internet também já está sendo utilizada, por exemplo. Isso tudo vai permanecer”. Em sua concepção, o movimento representa uma oportunidade para o varejo e as indústrias, de aprimorarem plataformas digitais e oferecem ao consumidor uma experiência melhor e mais valiosa.

Mudanças que requerem rapidez

Para reagir às mudanças aceleradas pela pandemia, se tornou uma necessidade inegável na percepção das especialistas, que colocaram esse como o principal desafio do varejo e das indústrias. “O mundo está mudando muito rápido, mas ainda estamos despreparados. As empresas deverão ficar cada vez mais antenadas com o que pode ser uma demanda do consumidor e se antecipar. É necessário se reinventar rapidamente. Já temos produtos com novas roupagens num prazo muito curto, por exemplo, mas ainda há diversas oportunidades pensando nessa nova realidade de consumo em termos de embalagens e sabores, entre outros”, comentou a especialista da Nielsen.

Ao passo em que a analista da Mintel complementou dizendo que “É preciso dar uma resposta rápida aos desafios. A gente sabe que as empresas costumam ter uma estrutura um pouco mais burocrática, então a gente precisa agilizar os processos, estar antenado ao que está acontecendo. É importante também abordar a inovação de forma mais prioritária. Criar centros de inovação dentro das empresas para acelerar testes de produtos, prototipar novos conceitos. É preciso estar pronto e olhar para inovação de uma forma mais verdadeira, fazendo com que ela aconteça na rapidez necessária”.

E a sua loja, está preparada para enfrentar os novos desafios do mercado?

Fonte: New Trade

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