Resolução da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizou o uso de aditivos alimentares em diversas categorias. Confira.

No início de julho a Anvisa publicou a RDC 397/2020 que autoriza o uso de novos aditivos alimentares em diversas categorias de alimentos. A agência justifica a atualização como necessária devido às inovações tecnológicas constantes e o avanço do conhecimento científico.

O documento define as substâncias que são autorizadas e suas respectivas funções, além de estabelecer os limites máximos que podem ser adicionadas a cada categoria de alimento. O órgão regulatório ressalta que as substâncias autorizadas tiveram sua segurança de uso e finalidade tecnológica demonstradas. As solicitações de atualização das listas, geralmente são feitas por empresas, que buscam incorporar novidades aos seus processos produtivos.

Os aditivos alimentares

Trata-se de todo e qualquer ingrediente adicionado a um alimento, que não tem o propósito nutricional agregado, mas sim, cujo único objetivo é modificar características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais. Esses aditivos podem ser adicionados durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação do alimento.

O uso dos aditivos alimentares é justificado por necessidades tecnológicas, ou quando podem proporcionar vantagens nesse sentido, salvo quando essas vantagens podem ser alcançadas através de processos de fabricação mais adequadas ou com base em cuidados higiênicos ou operacionais que dispensem seu uso.

Antes de sua autorização para uso, os aditivos passam por avaliação toxicológica. Além disso, as substâncias dessa natureza devem ser limitadas ao menor nível possível para alcançar o efeito desejado, para que a ingestão não ultrapasse os valores de ingestão diária aceitável (IDA).

A Anvisa veta, ainda, o uso de aditivos em alimentos quando há evidências de que não há segurança no consumo ou caso ele interfira negativamente no valor nutritivo do alimento. Proíbe, também, o aditivo cujo propósito seja de encobrir falhas de processamento e/ou nas técnicas de manipulação, isto é, para mascarar uma alteração ou adulteração de matéria-prima, ou do produto formulado, ou, ainda, se induzir o consumidor a enganos. Fora dessas ressalvas, o uso dos aditivos deve ser expressamente autorizado por legislação específica.

Acesse a RDC 397/2020 e veja quais aditivos foram autorizados e suas especificações.

Fonte: Anvisa

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui