A alimentação saudável se apresenta como um medicamento inesperado para a COVID-19

Artigo publicado pelo The Hill aponta que alimentos saudáveis se tornam medicamentos inesperados para a COVID-19 e podem ser fundamentais para a segurança alimentar.

O cenário do novo coronavírus passou a colocar a ciência norte-americana na corrida pela busca de tratamentos capazes de prevenir ou curar a COVID-19. Entretanto, uma questão baseada em evidências científicas têm sido deixada de lado, o fato de que pessoas que correm maior risco de contrair a doença e ir a óbito, possuem comorbidades, como obesidade, diabetes, doenças cardíacas ou hipertensão. Tanto que os estudos apontam que até 97% dos americanos que morrem de COVID-19, tinham essas condições.

Assim, os autores do artigo afirmam que, mesmo pessoas idosas, mas que não estejam acima do peso ou não possuem essas condições associações, possuem chances significativas de cura se contraírem o vírus. Já uma população não considerada de risco, os jovens, mas que estejam significativamente acima do peso e possuem essas comorbidades, provavelmente terão menos chance de sobrevivência se forem contaminados.

Alertam, ainda, que na cidade de Nova York, a obesidade foi um fator de risco predominante e essencial para as hospitalizações por COVID-19. E preveem que, no futuro, os EUA enfrentarão outra séria pandemia, cuja COVID-19 deve deixar como lição o fato de que não deve esperar por curas médicas ou medicamentos preventivos, já que esses levam muito tempo para se tornarem aptos ao consumo, o que resulta em grandes perdas.

Por outro lado, defendem que não é viável continuar fechando a economia de todo o país e sobrecarregando o sistema de saúde quando o cenário colapsar. A melhor forma de lidar com as novas pandemias que, inevitavelmente virão, é criar uma estratégia.

Sobre isso, os autores são resolutos, apontam que a perspectiva da ciência e da segurança nacional estipula uma estratégia clara e simples: todos os americanos precisam começar a consumir alimentos mais saudáveis, perder peso e entrar em boa forma física. Tudo isso com um simples propósito, aumentar sua imunidade.

Isso porque está bem claro e estabelecido que obesidade, diabetes, doenças cardíacas e hipertensão, são doenças amplamente evitáveis por meio de atitudes simples, como alimentação balanceada, prática de atividades físicas e a adoção de um estilo de vida saudável. Contudo, reconhecem que esse estilo de vida saudável é difícil para os americanos que enfrentam uma publicidade implacável relacionada a alimentos processados e não saudáveis, alimentos ricos em sódio e açúcar, viciantes.

Apontam que, nos EUA, culturalmente, a população, de maneira geral, tem acesso limitado a alimentos saudáveis, pois a política pública preza pela promoção de alimentos industrializados, comportamento sedentário e de assistência e educação médica que ainda enfatiza, de forma ampla, os cuidados com a saúde em detrimento das práticas de prevenção de doenças.

Os autores acreditam que, diante desse contexto nacional, o caminho mais simples pode ser desistir, depender de remédios e cuidados paliativos para prolongar, moderadamente a vida. Contudo, observam que a mensagem deixada pela COVID-19 à população norte-americana é de que medicamentos crônicos não asseguram resiliência contra vírus pandêmicos. Na realidade, a ajuda parece ter vindo de uma só fonte, a boa saúde física.

Comentam que, sem exageros, a população dos EUA passa por um momento darwiniano, em que devem construir defesas de imunidade pessoal por meio de mudanças radicais na alimentação e atividades físicas ou lidar com o risco iminente de adoecer e morrer. O que significa reduzir drasticamente ou eliminar o que consideram os “sete pecados da dieta americana”: alimentos processados, excesso de carnes criadas industrialmente, açúcar refinado, laticínios, grãos refinados, óleos vegetais e excesso de sódio. E isso significa, paralelamente, promover uma verdadeira revolução no comportamento pessoal e na política nacional.

Acreditam que as mudanças pessoais são as mais difíceis, pois os americanos estão se deparando com o cenário de sua liberdade pessoal poder ser algo fortemente restringido diante de uma crise nacional. Talvez esse seja o melhor momento para refletir sobre quão melhor seria ter redirecionado as escolhas alimentares pessoais a fim de evitar doenças graves e mortes em escala como as do cenário atual.

Reforçam que a COVID-19 é um alerta para que os EUA reorientem sua agricultura e comecem a produzir frutas orgânicas, vegetais, nozes, sementes, feijões, legumes e ervas mais baratos e os disponibilizem amplamente, expandindo maciçamente o apoio às culturas especializadas que, no momento presente, ocupam uma faixa irrisória dos gastos totais do país. Da mesma maneira, as orientações alimentares pouco saudáveis dos órgãos regulares, especialmente relacionados às refeições escolares, condenam a população, desde cedo, a se tornarem vítimas das pandemias do futuro.

A reflexão dos autores se concentra na realidade da população norte-americana diante da pandemia de COVID-19, mas, observando suas precisas colocações, é possível notar que a realidade se aplica igualmente para o Brasil e diversas outras nações do mundo. Fica então como lição de reflexão para todos nós, a importância da alimentação e da nutrição e como elas estão na ponta de uma importante cadeia de prevenção de doenças pandêmicas.

Leia aqui o artigo original na íntegra.

Fonte: The Hill

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