O aumento no consumo de alimentos industrializados durante a pandemia pelo novo coronavírus, além de aumentar os índices de obesidade, pode tornar as pessoas mais vulneráveis ao contágio da COVID-19.

Estimuladas a permanecer em isolamento social para evitar o contágio pelo novo coronavírus, muitas pessoas passaram a optar por consumir alimentos industrializados, seja pela facilidade do preparo – ou mesmo dos que já vem prontos para o consumo – quanto por sua durabilidade, que é maior. 

A questão é que a opção por esses alimentos – que, no geral são mais calóricos e menos nutritivos do que alimentos frescos – pode, em médio prazo, tornar os consumidores mais vulneráveis ao adoecimento grave pela COVID-19. O alerta é do agrônomo José Graziano da Silva, que chefiou a agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO), entre 2012 e 2019.

Em entrevista concedida à BBC News Brazil, Graziano aponta que a obesidade, doença que pode ser causada pela má alimentação, é considerada um dos principais agravantes da COVID-19. Veja aqui as evidências científicas sobre o assunto.

Nos EUA, país em que 42% da população é obesa, a tese se reforça pelo grande número de mortos pela doença. Tanto que, muitos hospitais norte-americanos, relatam que grande parte da população adulta internada por COVID-19, é diagnosticada com sobrepeso.

O especialista aponta, ainda, que a maior busca por alimentos industrializados durante a pandemia, prejudica pequenos agricultores, sendo que muitos dependem das feiras livres. A queda do movimento nesses espaços faz com que diversos pequenos produtores temam não conseguir manter suas atividades e se vejam forçados a descartar frutas, legumes e verduras, gerando grande desperdício.

Acesse aqui para ler a matéria completa e os principais trechos da entrevista de Graziano.

 Fonte: G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui