O ensaio clínico “Solidarity” foi lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 22 de março e objetiva compartilhar resultados para o avanço no combate à epidemia do coronavírus.

No dia 31 de março o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) incluiu o primeiro paciente no ensaio clínico e deu início à pesquisa em 18 hospitais, de 12 estados. Com a coordenação do INI, o ensaio busca a identificação de tratamentos eficazes para a COVID-19 e será implementado com o apoio da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz) e do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS), além do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), que fornecerá parte dos medicamentos utilizados.

A amostra da pesquisa contará apenas com pacientes hospitalizados, a fim de atender à demanda mais urgente da pandemia, isto é, oferecer tratamento aos quadros de maior gravidade. Para o primeiro momento, serão testados: a cloroquina, o Remdesivir, a combinação entre liponavir e ritonavir, isolado ou combinado ao Interferon Beta 1a.

Foram definidas quatro linhas de tratamento para o ensaio clínico, contudo, uma das premissas é de que os processos sejam adaptáveis, isto é, adequados às novas evidências que possam surgir, com a descontinuação de drogas que demonstrem ineficácia e a incorporação de medicamentos que se mostrem promissores.

Esse tipo de estudo conta também com uma comissão central que acessa todos os dados e analisa os processos durante cada passo, evitando que os pacientes sejam expostos a drogas ineficazes ou com toxicidade elevada. O Solidarity tem como meta concentrar esforços para gerar evidências mais robustas e de alta qualidade, o mais breve possível.

Fonte: Friocruz

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