Planejar o cardápio pode auxiliar nas compras e abastecimento, bem como os alimentos podem contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico e orientar o paciente sobre como armazená-los e consumi-los, também faz a diferença.

O confinamento recomendado como medida de prevenção ao coronavírus gerou diversas mudanças na rotina de todos, especialmente em relação à alimentação. Os sistemas de delivery nunca estiveram tão movimentados, as pessoas passaram a contribuir com pequenos estabelecimentos que precisam sobreviver e a estocar maiores quantidades de alimentos, evitando idas constantes aos supermercados.

Mas é sempre bom relembrar alguns cuidados importantes que é preciso manter com a compra armazenamento e consumo de alimentos. Hoje, um passo extra se tornou necessário, a higienização das embalagens que chegam dos supermercados e alimentos comprados fora. Além disso, manter um planejamento alimentar adequado pode ajudar tanto na manutenção da saúde e fortalecimento do sistema imunológico, quanto nas compras periódicas a serem feitas.

A Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) lançou um guia para alimentação saudável em tempos de Covid-19, com orientações sobre como adquirir, o que comprar, como fazer a higienização e o armazenamento dos alimentos, aumentando seu tempo de conservação. Além disso, é importante criar e manter rotinas que possibilitem a continuidade da saúde física e mental. Veja algumas dicas que separamos.

1 – Alimentação em casa é a melhor opção

Claro que é importante fortalecer e apoiar os pequenos negócios sempre que for possível, mas toda e qualquer alimentação fora de casa envolve riscos, pois não há como saber exatamente como ela é preparada, as condições de conservação dos ingredientes e todo o caminho para que o prato chegue pronto até o consumidor. Portanto, a melhor opção é optar por preparar o próprio alimento em casa, além de ser uma forma saudável de retomar a reunião da família no entorno da mesa, por exemplo.

2 – Planeje o cardápio

Estabelecer um plano alimentar para uma ou duas semanas, além de permitir o balanceamento nutricional, pode ajudar também a dimensionar a quantidade de compras que devem ser feitas, evitando idas desnecessárias aos centros de abastecimento. Mas lembre-se de orientar seu paciente a não estocar mais itens do que o necessário, evitando o desabastecimento do restante da população.

3 – Tenha uma reserva de segurança

O confinamento pode durar mais tempo do que o previsto, portanto, com cautela, armazene uma quantidade de alimentos um pouco maior do que faria normalmente. Por exemplo, se o hábito é fazer compras toda semana, o ideal é espaçar esse abastecimento para duas semanas. Mas vale aqui também a orientação para não se desesperar e evitar os exageros de estocagem.

4 – Prolongando a durabilidade dos alimentos

Alimentos como farinhas, leites, sal e açúcares, bem como alguns enlatados, tendem a ter uma durabilidade maior, sendo mais estocáveis. Diferente de carnes, que devem ser adquiridas e separadas em pequenas porções para uso diário, mantendo o restante no congelador.

O guia aborda a tática do “branqueamento” para aumentar a durabilidade de legumes e verduras. Essa técnica consiste em colocar os produtos em água quente por alguns minutos e, em seguida, mergulhá-los em água gelada. Isso cria uma camada de proteção nos alimentos e evita a perda de nutrientes.

Além disso, o ideal é comprar frutas mais maduras para o consumo nos próximos dias e frutas mais verdes para o consumo de médio e longo prazo. As que não serão consumidas em um primeiro momento, podem ser cortadas em pedaços e congeladas, ou batidas no liquidificador com um pouco de água. A partir dessa polpa, é possível fazer receitas como mousses, sorvetes, bolos, entre outras, pensando sempre no consumo integral dos alimentos, como as cascas.

5 – Armazenamento adequado

Após chegar com os alimentos, faça a higienização adequada de todos eles, inclusive das embalagens e, no caso de frutas, legumes e verduras, retire-os das embalagens e mantenha-os em potes ou sacos separados dentro do refrigerados. Alimentos como latarias e sacos que não sairão de suas embalagens originais, devem ser higienizados e borrifados com uma solução de hipoclorito ou uma diluição de água sanitária, sendo armazenados depois de secos. Lembre-se de higienizar também a superfície em que os alimentos foram colocados antes da higienização.

 6 – Substituições são a chave do sucesso

Além de trazer diversidade ao cardápio, muitas vezes monótono e ampliar as possibilidades de alimentação, as substituições podem auxiliar nesse período de confinamento. Por exemplo, ao invés de ir diariamente à padaria para buscar o pão, pode-se substitui-lo por uma panqueca, crepioca ou outra receita funcional preparada em casa.

7 – Evitando a compulsão

A ansiedade pode ser a pior inimiga nesse período, pois o descontrole pode levar ao consumo compulsivo de tudo o que foi comprado para semanas, em apenas algumas horas. Quando se tem um cardápio planejado, as chances de que isso aconteça diminuem radicalmente, pois é possível organizar as refeições para cada dia, evitando os excessos.

8 – Evite as tentações

Aqui vale aquela máxima de que “o que os olhos não veem o coração não sente”, bem, nesse caso, o estômago. Portanto, evite comprar guloseimas, como biscoitos, chocolates e salgadinhos. Ao invés disso, existem inúmeras receitas funcionais, práticas e nutritivas que podem ser feitas para substituir esses itens.

 9 – Invista na imunidade

Dentro de uma alimentação equilibrada, aposte na imunidade, consumindo alimentos ricos em nutrientes que favorecem o sistema imunológico, como a vitamina C.

10 – Não pule refeições

Faça todas as refeições do dia – café da manhã, almoço e jantar – de maneira equilibrada e procure manter uma regularidade nos horários, o que pode ajudar no funcionamento intestinal saudável. Além disso, respeite sua rotina de alimentação, sente-se à mesa, arrume-a com uma toalha bonita, mesmo se estiver sozinho. As refeições devem ser o momento de manter celulares e televisão desligados e manter a concentração plena nos alimentos, degustando seu sabor, aroma e textura.

Além dessas dicas, é importante se hidratar e evitar dietas restritivas, apenas mantendo uma alimentação normal e balanceada. Para consultar a publicação da Asbran na íntegra, acesse aqui.

Fonte: O Globo/Asbran

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