Sem aulas devido ao isolamento domiciliar, Estados garantem a distribuição de merendas para alunos da rede pública de ensino para assegurar a oferta diária de refeições

Com a disseminação avançada do novo COVID-19 e a urgência do isolamento social as escolas municipais, estaduais e as particulares se viram obrigadas a fecharem suas portas e passaram a adotar uma nova rotina no sistema de ensino. Infelizmente, muitas crianças da rede pública de ensino dependiam da oferta diária da merenda escolar para garantir pelo menos uma de suas refeições diária.  

Diante da paralisação o ministro da Saúde, Luiz Mandetta, afirmou que manter a merenda escolar mesmo sem aulas em meio à pandemia do novo coronavírus é de extrema importância, já que muitas crianças mais pobres dependem disso para se alimentar ao longo do dia. Muitos estados já estão adotando meios para que a merenda seja distribuída de forma segura e sem risco de contaminação.  

No município de Rio Preto, na última segunda-feira (23), as 145 escolas e creches da rede pública municipal realizaram o cadastramento dos alunos que necessitarão receber o Kit Alimentação Escolar durante o período de isolamento domiciliar. A ação é emergencial no sentido de garantir alimentação aos estudantes e foi tomada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, responsável pela merenda, em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, como parte das medidas do Comitê Gestor de Enfrentamento ao coronavírus (Covid-19).  

Em Recife a mesma medida foi tomada com a distribuição de kits, que além dos alimentos como frutas, iogurtes, cereais e cookies, o aluno recebe junto um kit limpeza básico com sabão, desinfetante, água sanitária e detergente. Além disso, a prefeitura faz a indicação de um material pedagógico para auxiliar a continuidade dos estudos dos alunos em casa.  

Já a prefeitura de Belém distribuirá kits para 15 dias. “Por precaução, para que nossas crianças não ficassem expostas ao contágio, foi estipulado que toda a alimentação escolar, que foi entregue nas escolas, e que iria suprir os 15 dias de merenda dos alunos, deveria ser entregue a própria criança. A medida foi tomada para evitar o risco de contaminação nas ruas, convívio em grupo e no compartilhamento de utensílios dentro das escolas”, explicou a titular da Semec, Socorro Aquino. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão do COVID-19 começou no Brasil nas classes mais ricas, que viajam ao exterior, e, portanto, estão bem nutridas e vivem em casas bem estruturadas, ao contrário da maioria das doenças, que começam em classes mais pobres. Por isso, é preciso que o país se prepare para quando a doença chegue a essa população.   

Garantir a oferta das merendas para as crianças que necessitam é mais que um ato louvável é um dever dos governantes em um momento delicado pelo qual o Brasil vem enfrentando. O Direito Humano à Alimentação Adequada é direito de todos os cidadãos e é dever do Estado de assegurar sua promoção.  

Fonte: G1/ DLNews/ Rede Pará/ Uol

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