Não apenas a carne passou por aumento substancial de valores, mas diversos outros produtos alimentícios já podem ser encontrados nas prateleiras com preços mais elevados.

Conforme informações publicadas pelo portal GreenMe, esse aumento ocorreu como fruto de um cálculo realizado pelo mercado produtor que alegou que ao longo dos últimos 120 anos, os alimentos estiveram abaixo do preço ideal. Sendo assim, defenderam que, devido à inflação, em termos reais, esse valor estaria com 45% de defasagem, sendo revisado e gerando o aumento observado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) existe para mensurar a inflação e registrou um aumento no preço da carne de 8,09% em novembro, tornando-a inacessível a grande parte da população brasileira, ainda que o país seja um dos maiores produtores do mundo.

Para além do aspecto econômico, outro fator de influência importante nos preços dos alimentos são as mudanças climáticas. O Brasil, por exemplo, ainda não foi atingido por nenhum desastre natural que causasse impacto global na produção de gêneros alimentícios, uma variável que é cada vez mais considerada um agregador de valor por parte dos produtores.

Nesse contexto, não só o aquecimento global e seus possíveis efeitos na agricultura, mas a guerra comercial travada entre EUA e China, a peste suína no país asiático – que devastou grande parte do rebanho no país e elevou o preço da carne suína em todo o mundo –, os incêndios na Austrália, o aumento do preço da cebola na Índia, entre outros acontecimentos podem ser fatores de risco para que o preço dos alimentos continue subindo ao longo dos anos.

Todos esses fatores podem fazer com que o valor acessível dos alimentos esteja com os dias contados, pois ainda que seja um item básico de sobrevivência, a ordem do mercado acaba sempre se guiando pelo lucro. Acontece que essa ordem pode gerar outra tendência mundial, isto é, o aumento da população de famintos.

Fonte: GreenMe

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