Segundo país mais populoso da África e que já foi sinônimo da fome no mundo, ainda enfrenta desafios para garantir a segurança alimentar da população e drones aparecem como ferramenta de apoio.

O uso dos drones na Etiópia é obra de um ex-analista do JPMorgan Chase, que utiliza os equipamentos e também satélites para aumentar as exportações agrícolas e melhorar a segurança alimentar desse país que ainda enfrenta dificuldades para obter alimentos.

Com uma população de 108 milhões de pessoas, a agricultura representa 45% da economia, 80% do emprego e 75% do total da receita de exportação da Etiópia. De forma que a agricultura de subsistência, bem como pequenas áreas de cultivo e o acesso limitado a fertilizantes, ainda são os principais desafios da população.
Isso faz com que o setor agrícola, embora seja a principal atividade, ainda não tenha se desenvolvido no país, devido à falta de tecnologia. O café, que tem origem na Etiópia, e as oleaginosas, são os principais produtos exportados pelo país, cuja receita somou US$ 1,2 bilhão em meados de 2019. A população crescente se torna também um grande desafio, já que a demanda por alimentos e empregos continuará aumentando continuamente.

A agência Agência de Transformação da Agricultura do governo, comandada por Khalid Bomba, utiliza mapeamento de solo por satélite, ligações gratuitas, drones e uma consultoria interna para ajudar os agricultores do país. Os pequenos agricultores foram agrupados para que cultivem as mesmas culturas, através dos mesmos métodos.

O projeto objetiva dobrar a renda de 5 milhões de agricultores em cinco anos. Além disso, a agência também objetiva melhorar o acesso a sementes e ao uso de fertilizantes. Para isso, o OCP Group, do Marrocos, se compreteu a construir uma fábrica de fertilizantes de US$ 3,7 bilhões no país, com inauguração prevista para 2023. A média para o consumo de fertilizantes por hectare é de 140kg e o uso no país é um décimo disso, pois os agricultores utilizam cerca de 36kg de fertilizante por hectare.

A ideia de Bomba é que a visão mundial sobre a Etiópia seja substituída da percepção do país que passava pela seca e pela fome, para um país produtor e seguro para os alimentos, capaz de se alimentar e alimentar a outras partes da África.

 

Fonte: Uol Economia

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