Investir em sustentabilidade é caro, mas o retorno é sempre positivo

Adoção de política de responsabilidade socioambiental por parte de pequenas empresas, gera economia e facilita o fechamento de parcerias.

Ações de promoção de atitudes mais sustentáveis são cada vez mais comuns entre as empresas, mas é preciso admitir que investir em sustentabilidade não é barato, especialmente quando se fala de negócios que não possuem recursos sobrando para fazê-lo, como as pequenas empresas. Contudo, o investimento vale à pena, pois tende-se a economizar em processos e aumentar as possibilidades de parcerias comerciais.

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae, em 2013, porém, demonstra que, indo na contramão dessa tendencia, mais de 40% dos pequenos empresários não associam a sustentabilidade a oportunidades de ganhos. Ao passo em que 20,2% deles acreditam que essas práticas não geram ganhos nem despesas, enquanto outros 20,3% associam as práticas sustentáveis apenas a gastos.

Na prática, a sustentabilidade pode gerar efetiva economia, por exemplo, pequenas mudanças, como a implementação de mais janelas para aproveitar a iluminação natural e a readequação da fiação elétrica, antes sobrecarregada, em uma pesquisa realizada em 690 empresas auxiliadas pelo Sebrae, demonstrou uma economia média de 30% na conta de luz.

É preciso ter em mente que a sustentabilidade vai além do cuidado com o meio ambiente, mas também envolve garantir boas condições de trabalho aos funcionários das empresas. Além disso, atualmente adquirir matéria-prima sustentável já é mais barato, um exemplo disso é a madeira certificada que já foi cerca de 30% mais cara e, hoje, dependendo do tipo, é até 10% menos onerosa. Basta atentar-se à cadeia de produção e tentar melhorá-la, sobretudo eliminando intermediários, que aumentam muito os custos.

 

Fonte: Folha de S. Paulo

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