Pesquisa Datafolha aponta que 78% dos brasileiros afirma que, com certeza ou provavelmente reduziria o consumo de refrigerantes e sucos de caixinha, se os rótulos dos produtos trouxessem alertas sobre o excesso de açúcar da composição.

 

 

A pesquisa, encomendada pela ONG ACT Promoção da Saúde, foi realizada com 2.060 pessoas, em agosto de 2019 e apontou ainda que, para 79% dos entrevistados, se as bebidas açucaradas tivessem preços mais elevados, também gerariam uma redução do consumo.

Recentemente a Anvisa abriu consulta pública sobre mudanças na rotulagem de alimentos, com indicação sobre altos teores de açúcar, sódio e gorduras saturadas. O modelo seria semelhante ao que defende a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e este tipo de mudança seria uma forma de auxiliar a conscientização do consumidor quanto à escolha de alimentos mais saudáveis.

Além disso, promover essa conscientização seria uma forma de auxiliar no combate à obesidade no Brasil, que já se equipara à taxa de países ricos. A indústria alimentícia, contudo, se posiciona contrária ao modelo da Anvisa, pressionando a agência para adotar uma rotulagem com base em “semáforos nutricionais”, pois afirma que os modelos de advertência propostos pela agência, subestimariam o poder de decisão do consumidor.

leia também: Obesidade no Brasil 

As respostas obtidas na pesquisa Datafolha de que preços mais altos auxiliariam na redução do consumo, consoa com evidências científicas, já que um estudo publicado na revista científica Lancet avaliou dados de 13 países sobre os efeitos dos impostos sobre doenças crônicas não transmissíveis (como problemas cardiovasculares e diabetes).

A pesquisa em questão, concluiu que sobretaxar alimentos não saudáveis, como bebidas açucaradas, bebidas alcóolicas e tabaco, poderia beneficiar a população, sobretudo pessoas de menor renda – que também são as mais afetadas pela obesidade.

Na pesquisa Datafolha, 61% dos brasileiros se posicionam a favor de aumentar a carga tributária sobre bebidas não saudáveis.

 

Fonte: Folha de S. Paulo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui