Com produtos como a “não-maionese”, a NotCo tem como meta ser nacionalmente conhecida em um período de dois anos.

A NotCo é uma startup de origem chilena que atua no Brasil e que deseja levar seus alimentos ao conhecimento de todo o país em, pelo menos sete categorias diferentes de produtos, alcançando um faturamento estimado de centenas de milhões de reais. Para tanto, Luiz Augusto Silva, presidente da startup não vê outra alternativa a não ser trabalhar duro em busca do objetivo.

Presente no Brasil desde maio, por enquanto a empresa só disponibiliza ao mercado seu primeiro e mais importante produto, a NotMayo, uma “não-maionese”, a alternativa vegana do molho que é feito à base de grão de bico, resultante de uma mistura entre inteligência artificial, gastronomia e empreendedorismo. A linha de produtos da empresa conta ainda com um sorvete feito de ervilha e um hambúrguer de cacau e beterraba.

Silva impõe dois principais desafios para alcançar a meta da NotCo no mercado brasileiro. O primeiro deles é passar pela fase pré-operacional, o que demanda a formação de uma cadeia de suprimentos e começar a produzir localmente. Os primeiros produtos comercializados assim que a empresa chegou ao Brasil, foram importados do Chile. Contudo, agora, a empresa já começou a comercializar produtos de produção local.

 

O segundo desafio é esclarecer ao público brasileiro que a NotCo é uma empresa com produtos veganos para todos os consumidores. Logo, transportar o potencial da marca para um país continental e com realidades socioeconômicas discrepantes, uma tarefa árdua ao setor de marketing da empresa. Até porque o Brasil não tem com a maionese a mesma relação que o Chile – que é um dos países que mais consome a iguaria.

O presidente da empresa informa que, dado esse cenário, a NotMayo não será o carro-chefe da marca no Brasil, sendo que um dos potenciais produtos para se tornarem o símbolo da marca no país é o NotMilk, já que o leite é bastante consumido pelos brasileiros. A bebida feita com 20 ingredientes vegetais diferentes é uma das apostas de Silva para o mercado nacional.

O Brasil tem tudo o que precisa para a produção local e o processo é facilitado pela tecnologia, uma vez que a elaboração de combinações e testes fica por conta da inteligência artificial da NotCo, Giuseppe, alocada no Chile. Após descobrir o “segredo”, basta que fabricantes locais executem a fórmula. Além disso, o presidente da startup aponta que o ineditismo dos produtos da NotCo impõe desafios regulatórios que precisam ser enfrentados

Por exemplo, a Not Mayo, na prática, não se enquadra a nenhum tipo de produto determinado pela legislação brasileira. Isso porque, na perspectiva regulatória, uma maionese contém ovo, um ingrediente que passa bem longe da NotMayo. Para Silva, o caminho ideal nesse sentido é de que a iniciativa pública e a privada se unam para encontrar uma solução.

Fonte: New Trade

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