Uma coleção de 33 documentos formulados por mais de 90 especialistas, analisam detalhada e cuidadosamente os principais desafios da América Latina e Caribe e propõem formas inovadoras de enfrentamento.

A fim de tentar entender os rumos da América Latina e Caribe, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Instituto do Instituto de Estudos do Peru (IEP) criam a “Série 2020 alimentos, agricultura e desenvolvimento rural na América Latina e Caribe”. Um dos documentos da série aponta que 4 mil startups relacionadas à agricultura chinesa são inauguradas todos os dias.

Além disso, um dos principais aspectos do universo rural, é a ampla riqueza das áreas rurais, já que a região estudada possui capital natural (terra, florestas) e recursos não-renováveis (petróleo, gás e minerais), que contribuem em 17% para o crescimento de sua riqueza. Bem como, 90% do território da América Latina e Caribe podem ser considerados rurais.

O trabalho com esses territórios é essencial, já que das 169 metas estabelecidas para o alcance do desenvolvimento sustentável, 78% encontra o universo rural como cenário. Além disso, essa região possui a maior reserva de solos aráveis do mundo – com 576 milhões de hectares, o que equivale a 30% do total mundial.

Conta também com 30% das reservas hídricas renováveis do planeta, com 25% das florestas, 46% das florestas tropicais e 30% da biodiversidade mundial. Contudo, a pesquisa aponta que a situação rural na América Latina e Caribe, conta com projeções de exceder 2°C do aumento médio de temperatura por volta de 2050.

O documento avalia novos padrões alimentares e destaca que a maior quantidade e variedade de alimentos na região, possibilitou a redução, com êxito, do número de populações subnutridas, que passaram de 62,6 para 39,3 milhões entre 2000 e 2017, um declínio que excede quase em quatro vezes a média mundial

Em contrapartida, a taxa de excesso de peso dos adultos aumentou de 33,3% para 57,7% entre 1975 e 2015, sendo que neste mesmo período a taxa de obesidade em adultos passou de 7,8% para 23,6%. A pobreza também aumentou após duas décadas de redução sustentada, passando de 46,7% para 48,6%.

A agenda 2030 e a transformação dos territórios rurais, colocam um desafio para as instituições latino-americanas. Desafios que são intrinsecamente atrelados às mudanças climáticas, insegurança e violência, dentre as quais estão o impulsionamento da migração, que representa 4,8% do total da população na região.

 

Fonte: CRN6

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