O Ministério da Saúde encomendou ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pesquisa para mapear o estilo de vida, incidência de doenças e condições de saúde da população brasileira.

Estima-se que até fevereiro de 2020, a pesquisa tenha abrangido 108 mil domicílios, em mais de três mil municípios.

A pesquisa tem como objetivo levantar a incidência de doenças crônicas não transmissíveis, tais como diabetes e hipertensão, além de conhecer o estilo de vida dos brasileiros, como a prática de atividades físicas, consumo de álcool e tabaco, hábitos alimentares.

A pesquisa também avaliará a percepção dos brasileiros em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS) e, conforme Rita Ferreira Frumento, presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), este levantamento de dados será uma das ferramentas mais importantes de avaliação aos nutricionistas de todo o Brasil.

“Na última PNS, de 2013, os dados apresentados sobre os hábitos alimentares da população brasileira já nos preocupavam muito e, por isso, o nutricionista tornou-se ainda mais importante para população. Agora precisamos avançar mais nas políticas de alimentação e nutrição para promover a saúde e tratar doenças. E essa pesquisa pode ser um poderoso instrumento para esse movimento”, disse.

As entrevistas durarão cerca de 30 minutos e serão organizadas em três fases:

  • Características domiciliares nos moldes do censo demográfico;
  • Informações sobre o indivíduo entrevistado, como doenças crônicas não transmissíveis, estilo de vida e acesso a atendimento médico;
  • Dados dos demais moradores do domicilio.

Além disso, serão coletados dados antropométricos (peso e altura) de um dos residentes dos domicílios visitados, além da medição da circunferência da cintura e aferição da pressão arterial, a fim de identificar a incidência de obesidade e estabelecer medianas de peso e altura da população. Vícios em cigarro e bebida alcoolica, quadros de depressão, tipo de parto, hipertensão, diabetes e colesterol altos também serão avaliados.

Na última pesquisa, que ocorreu em 2013, 66,1% dos adultos com 18 anos ou mais, fizeram uma autoavaliação da saúde e determinaram-na como boa ou muito boa. Sobre os hábitos alimentares, 37,3% das pessoas se enquadrou no que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS) e informou consumir cinco porções diárias de frutas e hortaliças.

 

Por outro lado, 23,4% da população informou consumir refrigerantes ao menos cinco dias por semana e 21,7% informou consumir regularmente, isto é, cinco dias ou mais, bolos, tortas, chocolates, balas e biscoitos doces. A pesquisa de 2013 contou com 1.600 municipios, onde foram visitados 81,767 domicilios.

 

Fonte: CFN

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