As mudanças climáticas geram preocupações cada vez maiores com o meio ambiente, a iminência da extinção de espécies de animais é uma realidade. Mas também é preciso falar sobre os riscos de extinção de espécies vegetais muito utilizadas na culinária.

Pensando em salvar essas espécies vegetais, cientistas mexicanos e norte-americanos, anunciaram o mapeamento do DNA do avocado – uma espécie de abacate – uma das frutas mais comuns na culinária de ambos os países.

É provável que a pesquisa se torne uma base para técnicas de reprodução e modificações genéticas projetadas para a produção de abacates mais resistentes às variações climáticas, como secas. Isso porque o aumento da temperatura nos últimos anos, perturba a cadeia produtiva deste fruto, o que gera aumento dos preços e intensifica a incerteza sobre o abastecimento.

Em estudo recente, cientistas da Califórnia estimaram que o aumento das temperaturas poderia reduzir a produção de avocado em 40% no estado, nas próximas três décadas.

Ainda que a engenharia genética tenha evoluído nos últimos anos, criando variedades mais resistentes a mudanças climáticas e possíveis doenças, um avocado geneticamente modificado pode estar longe de ser criado. Isso porque, em parte, os abacateiros podem levar pelo menos três anos para amadurecer.

Outra forma de aumentar as possibilidades de sobrevivência do avocado diante das mudanças climáticas, seria modificando seu porta-enxerto – que é um toco de árvore cujos produtores podem enxertar novos tipos de galhos de avocado. Mudanças genéticas neste porta-enxerto em galhos mais altos da árvore, poderiam tornar os avocados mais resistentes a doenças, sem modificar o fruto em si.

Fonte: Globo Rural

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui