“A proporção de pessoas adultas obesas no Brasil, passou de 12,7% em 1996, para 22,1% em 2016”. OCDE

Conforme pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a proporção de pessoas adultas obesas no Brasil, passou de 12,7% em 1996, para 22,1% em 2016. No mesmo período, a média da OCDE foi de 15,4% para 23,2%. O levantamento é apoiado em critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e considera o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

Entre os países membros da organização, existem algumas disparidades importantes, por exemplo, enquanto os Estados Unidos atinge um índice de obesidade de 36,2% da população adulta, no Japão esse índice é de apenas 4,3%, um dos menores do mundo.

O estudo constatou ainda que pessoas de baixa renda e com menor nível educacional, têm maiores probabilidades de consumir uma alimentação menos saudável, com quantidades insuficientes de frutas e legumes. No Brasil – que não faz parte da OCDE – 25,4% das mulheres e 18,5% dos homens adultos são obesos.

Os impactos da obesidade também afetam a economia e, no Brasil, aponta o estudo, os resultados negativos serão ainda maiores, podendo promover uma redução de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB), devido ao ônus das doenças crônicas relacionadas à obesidade. Bem como há a redução da expectativa de vida que, no país, estima-se que será de 3,3 anos.

A obesidade infantil também é uma preocupação, já que quase 11% das crianças brasileiras são consideradas obesas, sendo a média da organização de 9,9%. Os impactos da obesidade infantil, além das doenças relacionadas à obesidade, envolvem o bullying e o baixo rendimento escolar.

A OCDE aponta que a principal solução para reduzir os quadros de obesidade no mundo é investir em pacotes de prevenção para lidar com essa problemática da saúde pública.

 

Fonte: BBC Brasil

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