Sem fiscalização e punição, não há como saber se a quantidade de pesticida está acima do limite.

 

Um levantamento realizado com base nos dados do Ministério da Saúde, entre 2014 e 2017, mostrou os pesticidas encontrados na água de municípios de todo o Brasil, apontando quais deles tinham índices acima do que era considerado seguro. Além da comoção dos veículos de comunicação de todo o país, os dados revelaram também diversas falhas de fiscalização e aplicação de sanções por parte dos órgãos responsáveis.

Cidades como Brasília (DF) e Recife (PE) foram algumas das que descumpriram a legislação e não enviaram ao Ministério da Saúde os resultados dos testes de agrotóxicos presentes na água, um problema que ocorreu em 52% dos municípios brasileiros.

O não envio destes dados, significa que os responsáveis não realizaram as medições para avaliar a presença de agrotóxico na água ou, se o fizeram, não apresentaram estes dados para conhecimento da população.

Já em cidades como Bauru, no interior de São Paulo, a Vigilância Ambiental não tomou providências, mesmo depois de os dados apresentados apontarem a concentração de pesticidas na água, 160 vezes acima do valor permitido, o que indicaria um risco iminente à população que consome essa água.

 

Neste ínterim, os órgãos de fiscalização, como o Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA), as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e o próprio Ministério da Saúde, lançam justificativas que terminam com um jogo de “empurra”, onde ninguém assume as responsabilidades por fiscalizar e punir adequadamente o desrespeito à lei, e a população permanece no escuro, sem saber se a água que consome está dentro dos limites permitidos para a presença de agrotóxicos e quanto isto pode afetar sua saúde em médio e longo prazo.

Fonte: Revista Galileu

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