Atualmente o Brasil é o 5º colocado em consumo de alimentos saudáveis no ranking global, segundo pesquisas realizadas em meados de 2017, pela agência internacional Euromonitor. O mercado nacional nessa segmentação cresceu 58,3% entre 2012 e 2017 e os brasileiros já gastam, em média, US$ 119 (R$ 416) por pessoa em alimentação com ingredientes que não têm a presença de aditivos químicos, conservantes, açúcares e, principalmente, glúten. Com estes números, o país ocupa a 32ª posição mundial em consumo de alimentos com maior saudabilidade por renda per capita. Ainda de acordo com a pesquisa Euromonitor, 79% das pessoas do mundo buscam alimentos mais naturais e saudáveis. De acordo com o relatório Tendências em Comer Fora, de 2017 da Mintel, 71% dos consumidores tendem a comprar produtos com benefícios nutricionais. Ainda segundo a empresa de pesquisas de mercado, 56% dos brasileiros querem limitar a quantidade de açúcar que ingerem, 36% estão interessados em sobremesas com menos açúcar.

Empresários de Joinville, Santa Catarina, notaram a dificuldade que muitos consumidores tinham para encontrar esses alimentos específicos e criaram, em parceria com a Agência e4, o Go Nutri, um aplicativo que localiza os pontos de vendas de produtos saudáveis. A plataforma, nasceu 2 anos e meio atrás para ajudar as pessoas com doença celíaca. A empresa começou com cerca de 5 mil produtos, hoje já são 60 mil, em mais de 4 mil cidades do País. O internauta pode ir direto nas páginas de suas marcas de interesse nas redes sociais e de lá é direcionado para o aplicativo ao buscar os pontos de vendas dos produtos, caso não haja um ponto na cidade procurada, ele recebe indicação de lojas virtuais. 

De acordo com o co-fundador da plataforma, Felipe Samy, hoje no Brasil, há uma tendência de crescimento de dois dígitos ao ano de pessoas interessadas em produtos saudáveis e as empresas que investiram nesse setor chegam a crescer em média de 30 a 35% ao ano: ‘‘A gente percebe que cada vez mais o consumidor está bem informado e seletivo no que irá consumidor. Com dois cliques, ele consegue saber se um alimento faz bem ou mal para a saúde, a história dos alimentos e a partir daí começa a ficar mais seletivo.’’ O aplicativo consegue traçar um perfil dos consumidores que mais procuram pelos alimentos saudáveis: 70% são mulheres, 40% têm entre 25 e 35 anos, são bem informadas e gostam de cozinhar. O público masculino está em crescimento constante. Os termos mais procurados na internet relacionados ao tema são: vegano em primeiros lugar, seguido de glúten, lactose e kefir (um probiótico natural feito em casa). A maioria das pesquisas se referem a produtos e receitas, como ‘hambúrguer vegano’, ‘doce vegano’, ‘bolo sem glúten’, ‘receita sem glúten’, ‘leite sem lactose’ e ‘iogurte de kefir’.

O varejo mais tradicional também tem notado o crescimento do interesse do consumidor por alimentos diferenciados e tem se adaptado à ele. De acordo com Felipe Samy: ‘‘Os supermercados estão criando uma experiência diferenciada e uma área de alimentos saudáveis dentro das suas lojas, percebemos isso nas grandes redes. Mas o consumidor quer encontrar tudo no varejo de vizinhança, ou seja, em empórios e pequenos mercados, há uma tendência de que, nos próximos anos, haja uma proliferação de empórios de produtos naturais, nas grandes cidades. Outro movimento que a gente notou foi nas próprias lojas de conveniência, onde há dois anos era muito difícil encontrar um alimento saudável, e hoje em qualquer loja que você for, você vai encontrar vários deles’’. 

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